Marco Tuim

A história de Marco Antonio Pereira de Souza poderia ser como a de boa parte dos cubatenses. Filho de migrantes nordestinos, logo que completou a maioridade ingressou no Polo Industrial e se não fosse a arte, estaria lá até hoje, onde provavelmente se aposentaria. Nascido no extinto Hospital Oswaldo Cruz, no Centro da Cidade, ainda pequeno Marco ganhou o apelido de Tuim, que é uma variação do diminutivo Antoninho. Criado no Jardim Casqueiro, desde garoto tinha o dom de desenhar, mas nunca levou isso a sério. Os seus pais vieram de Salvador(BA), justamente para trabalhar nas indústrias de Cubatão. Adolescente, Marco fazia bicos em uma fábrica de pranchas de surf em Guarujá. “Mas me mandaram embora porque não queriam me registrar”, conta ele, com descontração. Ainda jovem, chegou a flertar com a pichação. Só que deixou a prática de lado. Não dava frutos. Aos 18 anos, Marco foi trabalhar nas empreiteiras do Polo como pintor, passou pelas áreas da Refinaria e Cosipa, hoje Usiminas. Nas horas vagas, pegava alguns painéis para pintar nos estabelecimentos comerciais do Casqueiro. “Comecei a perceber que ganhava mais dinheiro com a pintura, que era uma coisa que eu gostava muito mais e me dava um enorme prazer”. Com o passar dos anos, ele foi se aperfeiçoando, trabalhou um tempo como tatuador e virou grafiteiro. Pintou inúmeros painéis até que conseguiu um certo reconhecimento. Em 2010, foi chamado pela Prefeitura para dar cursos de grafite na Fábrica da Comunidade, onde tem dezenas de alunos. Desde então dedica-se profissionalmente à Arte Urbana e Visual. Atualmente além de educador em ONGs e no Programa Mais Cultura nas Escolas, lidera o Projeto da Linha Pra Frente, mobilizando a comunidade para a grafitagem de 2,5km do muro de contenção da linha férrea da Vila Esperança, patrocinado pela RUMO ALL. Foi contemplado no Prêmio Hip Hop 2010 Edição Preto Ghóes – Ministério de Cultura, na categoria conexões reconhecimento dos murais e painéis em graffiti que tratam sobre as tradições da cultura popular brasileira e afro-brasileira. Tal conhecimento foi a ferramenta para uma nova etapa- a pintura em telas, o que lhe levou a final do Mapa Cultural Paulista, e a ilustração em parceria com a Ashoka do Brasil ilustrou o livro infantil “Eu sou linda assim”, cuja tiragem foi financiada pela UNICEF. Sempre foi militante da arte em Cubatão, em 2010 foi eleito conselheiro municipal de cultura assumindo a cadeira de Cultura Popular e em 2012 foi reconduzido desta vez na cadeira de Artes Visuais, em 2012 integrou a Rede pela Diversidade Cultural criada para promover e proteger a diversidade cultural em nosso município, engajou-se então na efetivação da Feira permanente de Arte e Artesanato e na retomada do movimento HIP HOP participando da criação do Fórum Permanente de HIP HOP.

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